Lei da oferta e da procura

        Existe uma abordagem em psicologia que fala de estímulos reforçadores do comportamento que podem ser negativos ou positivos, que podem fazer que tal comportamento torne-se frequente ou extinto. Passo eu então por um processo de extinção de determinado comportamento, eu já havia notado, mas não queria acreditar, pergunto-me quando foi que eu perdi o controle? Não sinto mais o mesmo prazer em agir de forma submissa, em ser doce, amável e compreensiva- não de forma generalizada, por que eu sou assim, mas existem pessoas que estão extinguindo meu comportamento. Lembro-me muito bem que escrever poesias, textos e falar de coisas espirituais era-me tão bom, era tão eu, mas hoje extingui esse comportamento e penso que me extingui, por amor, pela dor, por você? Vivo nesse processo de adaptação ao seu jeito, mas não vejo grandes retornos, e isso aos poucos vai afastando-me daquilo que une duas pessoas. Até que ponto vale mudar ou adequar-se por alguém? Coloquei uma amarra na boca, uma venda nos olhos e segurei sua mão, suportei pensamentos e atitudes não muito agradáveis porque outros pensamentos e atitudes eram tão lindos, mas nem tudo é perfeito! Chega uma hora em que tudo que ofertamos, assim de graça, começa a nos incomodar, a vontade de querer algo em troca é tão grande que vai corroendo tudo, porque infelizmente você não tem e o que nos resta é aos poucos ir extinguindo tais comportamentos e esperar que a falta deles cause algum efeito!

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No que eu sou boa?

A mudança tarda, mas não falha, apenas demora um pouquinho!

Todo mundo tem algo que precisa mudar ou que acha que precisa ou que dizem que precisa. Nossa sociedade mesmo, impulsiona-nos a mudar, a moda estar ai para isso, para nos empurrar a mudança, algumas não muito legais, outras até benéfica para o ser humano que como ser pensante precisa manter-se em movimento constante, se não o tédio domina. Não sei se posso afirmar que sempre estamos descontentes consigo mesmo, mas que sempre queremos modificar algo em nós, seja físico ou interior, sim! Alguns demonstram claramente isso, programam-se para isso, pensam muito nisso (eu me encaixo nesse tipo de pessoa) outros não pensam nisso, e nem percebem quando mudam, porém, na minha singela opinião a mudança vem para todos, seja rico, seja pobre, seja crente ou descrente, a mudança tarda, mas não falha, como diz um ditado ” o sol nasce para todos”, e assim como o sol a mudança também ocorre para todos!  Almejo uma mudança interior desde de muito tempo, e garanto a vocês querer uma mudança conscientemente não é fácil. Queria eu mudar com o tempo ou com as situações do cotidiano e finalmente dizer que finalmente consegui o que queria. Porém, esse é mais um sonho que carrego. A realidade é que isso depende de cada pessoa, se ela for corajosa( o que não é meu caso) tudo pode mudar rapidinho ou demorar um pouquinho mais, mas, o interessante é que ela acontece!

Dê-me um tempo!

Sei que sou, ou melhor, sei que não sou a filha mais prendada do mundo, talvez eu sofra de TDA, tenho todas as características e sofro dos preconceitos que um adulto sofre quando não é das melhores sua atenção e quando o rendimento não é necessário para uma jovem viril. Sou cobrada por isso o tempo todo, nunca fui diagnosticada, mas só pode ser isso o meu mal. Eu esqueço das coisas, não presto atenção e para uma mãe como a minha totalmente meu oposto isso é a inutilidade em pessoa, resumindo, sou imprestável nesta casa. Eu me esforço mas não consigo ser e nem saber o que ela tanto quer, sou saco de pancadas-não literalmente- de palavras abusivas, de personalidade alterada, sinto-me culpada por todas as mazelas que a acometem. Tomarei decisões, quando assim eu puder, para melhorar ou piorar de vez já que a incompreensão dorme ao lado. Eu preciso cortar o cordão umbilical, preciso de vez me libertar de um laço apodrecido que já não convém mais a nenhuma das duas. E enfim, ser só filha e não mais uma propriedade ou um objeto quebrado, nem falando assim parece fácil, mas eu sei que é possível!

Nunca o amanhã.

Este coração aqui que vos bate, sofre. É uma dor sufocada, no vácuo, eu realmente não sei como acalmar isso. É intrigante sentir o que esta fazendo e saber o que se deve fazer e não fazer. Certa vez um amigo me disse ” Tu é muito introspectiva!”  e de fato sou, eu me auto analiso, auto me faço correções teorizadas e não praticadas. Eu suspiro perante minha vida e jogo, hoje, uma toalha branca, que vai lentamente chegando ao chão demonstrando meu fracasso comigo mesma.

 

Correlação Negativa

Tenho dentro de mim pensamentos que não me deixam dormir, tormentos que me causam náuseas, quero não me sentir assim mas, parece ser algo fora do meu controle. Estou deslocada, translocada, realocada, em perfeita condição de desistência. Outrora pergunto-me por que desistir? é mais fácil, claramente mais fácil, porém é mais doloroso.  A sensação de chutar o balde e recomeçar do zero parece-me tão acolhedora, mando sinais que ninguém entende, isso é frustrante. O desgaste mental ultrapassou todos os limites, sinto-me entristecida, desabrigada, quase um estorvo. Caminho a passos tão diferentes, tão distantes, ora sinto inveja dos seus passos largos e seguros, das suas felicidades que em comparação com as minhas, jogam-se a bons resultados em provas da faculdade. O que quero dizer é que tudo em minha vida está resumido a isso agora, sinto que tudo se contrai e me trai, quero descanso mas quando penso que chego já tenho que partir, e isso, esta cada vez mais me levando para longe ou será que você que esta se afastando? Eu minto, minto, minto, minto, não para os outros, não tenho coragem, mas minto para mim mesma, introjeto pensamentos de que tudo esta bem e tranquilo, iludo-me para que eu possa continuar, vivendo?  Forças que caminham para lados opostos não conseguem caminhar juntas,   o desenvolvimento não é o mesmo, será que o amor supera tudo mesmo? Freud disse que sim, mas o amor pode ser tão grande que reconhece quando é a hora de parar. E é entre cruzes e espadas que vou lançando meu coração, torcendo para que nenhum deles abatam-no, quem tanto bate um dia apanha, diz Baleiro, esperando não sangrar de nenhuma forma.

Um grande texto para um grande amor

Eu levaria muito mais anos para te esquecer, porém, se eu não tivesse mais teu amor, preferiria passar por isso. As vezes tememos sofrer para ficar na ilusão de ser amado, sofrer não é tão ruim quanto a decepção do não amor.  Teu amor é o que importa nada a mais ou menos do que isso não me interessa.

O conto do espelho, espelho meu?

Diante do que conhecemos ou presumimos que conhecemos, tendemos a nos conformar com a imagem diante dos nossos olhos, não reparamos certo detalhes ou certas atitudes, pré-moldamos a imagem e nos acomodamos com ela. Quando o que estava tão claro aos nossos olhos começa a parecer turvo, assustamo-nos. Desnorteados procuramos as semelhanças naquilo que se apresenta a nossa face, procuramos os resquícios do que pré-moldamos em nossa mente, a sensação é talvez pior do que se deparar com a velhice chegando diante de rugas refletidas no espelho.

Fica-se um vazio de pensamentos, nosso cérebro não esta preparado para mudanças repentinas, nosso eu menos ainda. Durante toda a existência o homem busca uma rotina confortável, um futuro previsto que seja bom, um conforto de saber que tudo estará e ocorrerá bem, é chocante quando o que acreditamos torna-se imprevisto. E quando pensamos que conhecemos uma pessoa e não a conhecemos esse choque de realidade fica mais evidente ainda, devíamos supor que o ser humano não é o que parece ser, que sempre existe algo que não vamos conhecer de cara ou em apenas alguns poucos anos, mas é incrível como lidar com o desconhecido assusta-nos, ficamos até enraivecidos com a pessoa quando ela nos surpreende ou nos decepciona, entretanto, as pessoas ao redor, em sua maioria, não são culpados por não se apresentarem por completo, nós não nos apresentamos por completo, é natural, ou pelo menos deveria ser, que alguém se surpreenda ou se decepcione.

Quando somos crianças deparamos-nos com o espelho e pensamos ser uma pessoa diferente, não nos reconhecemos. Desde já, deveríamos supor que o que colocamos diante do nosso espelho ou do que acreditamos ser o reflexo do que acreditamos, também em algum momento, poderíamos não reconhecer. E que isso seria altamente perigoso ao nosso ego. Tentar não se perturbar com o que depara-se a nossa frente é inevitável. Acredite. Não conhecemos (reconhecemos) nem a nós mesmos vez ou outra em nossas vidas imagina os outros que refletimos.

Quase nunca o que acreditamos ser nosso, é, quase nunca o que achamos que conhecemos realmente conhecemos. As pessoas, as coisas, a natureza, mudam. Quase nunca o que se reflete no espelho estará lá do mesmo jeito, amanhã!

                                                   Izabella Feitosa.

Algum sinônimo de saudade

     Sou infinitamente uma pessoa carente, sei como é ser uma pessoa carente e sei também como é se sentir carente. Na realidade já deturparam o sentido de carência e alocaram-no para uma conotação de carência de sexo ou de namorado (a), mas, na maioria das vezes, é só carência. Essa carência que sinto é de tudo quanto é jeito. É um pouco de saudade do que não vivi, é um pouco de liberdade não possuída, é saudade de afeto, é uma necessidade constante de se sentir amada. Algumas pessoas ainda não se acostumaram a isso, a essa peculiaridade minha, acho que é por isso que me magoo por coisas simples, neste sentido. Algum sinônimo de saudade não é o suficiente para descrever o que sinto neste momento, pois não é saudade e nem outra coisa, é carência sabe?!

A relevância do irrelevante

      Todos já passamos por momentos em que tivemos que relevar tal situação e aboli-la da nossa mente, com base no que já estudei penso que posso até enquadrar isso como um mecanismo de defesa do ego (psicanálise pura), isso é um fato normal, relevamos inúmeras situações durante o dia, durante a vida, mas o ato de relevar remete-nos a coisas que teoricamente não nos importam muito, certo? Penso que posso partir do pressuposto que se eu relevo determinada situação é por que ela não me é tão significante.

       Interessante é quando passamos de uma análise superficial e aprofundamo-nos e percebemos que relevamos o que é irrelevante. Isso até soa mau, como se pode relevar o que é irrelevante? Eu não sei responder isso e até questiono se alguém conseguiria. O mais próximo que me chega de resposta é a proteção do ego contra situações que são frustrantes ou angustiantes, relevamos o irrelevante para nos proteger da dor e do sofrimento causado por esta situação irrelevante. Agora o como, isso eu não sei definitivamente!

         Penso que isso seja um meio de sobrevivência, uma evolução mental para não destruirmos nossos semelhantes, algo que é indispensável para a convivência harmônica. Mas, é claro que nem tudo relevamos, não somos tão generalistas e pacientes assim, eu mesma já relevei muita coisa irrelevante, coisas que me feriram mas que eram necessárias, pelo menos no momento parecia. Somos coagidos a relevar, o ato de relevar é tido como ferramente indispensável ao que me parece, porém, em contrapartida com um mecanismo de defesa o ato de relevar é também algo que pode ferir, por que nem sempre é tão irrelevante relevar.

             Enfatizando mais, a relevância do irrelevante pode e é bastante benéfica para a manutenção das relações sejam quais forem, entretanto, essa relevância não pode ser somente unidirecional, proteção demais nem sempre é bom.

Fim

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